4 situações:
1. Quando Giulia começou a frequentar a escola, nós sabíamos que ela teria um período de 3 dias numa espécie de adaptação. Seria, então, avaliado se ela ficou bem para ser oficialmente uma aluna da BBS.
Muito bem. Passado esse período, nós recebemos um cartinha informando que a adaptação foi um sucesso e, só então, recebemos os valores e as informações para pagamento.
Tomamos um susto quando vimos que o valor a ser pago, de uma vez, era o total da matrícula mais dois períodos. Imaginem ter que pagar a matrícula e um semestre de escola de uma tacada só!
Peguei o papelzinho e, no dia seguinte, fui conversar com a responsável pelo setor financeiro da escola. Expliquei que estávamos acostumados a pagar mensalidades e seria difícil pagar de uma vez. Ela me disse que a matrícula deveria ser paga naquele momento e seria possível dividir cada período em 3 parcelas.
Só isso. Não rolou um "vou ter que conversar", "você pode justificar?", nada disso. Para ela, parece óbvio que não vamos colocar a educação da nossa filha em risco. Construímos uma relação de confiança com a escola.
2. 6a. feira, indo pro trabalho, Roberto teve que correr para não perder o trem. Viu que estava sem o crachá. Me mandou mensagem, pedindo para dar uma procurada em casa. Nada.
Refiz o caminho dele até a estação e lá estava o crachá. Tinha sido encostado no corrimão da escada por alguém que o encontrou no chão.
Já tinha reparado, nas minhas caminhadas diárias, diversas luvas perdidas, colocadas nas árvores ou nas cerquinhas das casas. Comentei isso com Roberto e a resposta foi: as pessoas que encontram objetos perdidos, deixam por perto para que haja possibilidade do dono recuperar. Quando se parte do pressuposto que ninguém vai roubar, você pode fazer isso.
Não estou falando de uma mochila que poderia conter uma bomba e, por isso, ninguém vai mexer. Eu falo de um crachá, de uma luva...
3. Recebi, na mesma 6a. feira, a ligação do mocinho da mudança dizendo que as coisas seriam entregues hoje e teríamos que pagar as tarifas alfandegárias (nós sabíamos disso, estávamos preparados). Por causa do pouco tempo, poderíamos fazer uma transferência ou pagar diretamente pro encarregado pela entrega, hoje. O dinheiro estava disponível e Roberto resolveu transferir logo. Recebemos o email de confirmação e tudo certo para hoje.
Quando a equipe chegou, o encarregado falou que tínhamos que pagar as tais tarifas. Roberto explicou que o dinheiro tinha sido transferido na 6a. Ele nos olhou e falou: ok.
Claro que deve ter ligado pro escritório para confirmar, mas não duvidou da nossa palavra, não pediu para ver documentos que comprovassem, não foi rude nem por um instante.
4. Dia desses fui comprar ovo. A mocinha da caixa percebeu que um ovo estava quebrado. Registrou minhas compras, eu paguei e voltei para trocar a caixa de ovos. Ninguém foi comigo, não precisei esperar nenhum funcionário de patins fazer a troca para mim.
Percebo que, aqui, as relações são permeadas por confiança e isso me agrada muito. A regra é que a maioria age honestamente, assim como no Brasil. A diferença é que, aqui, o normal é se preparar para lidar com a regra e não assumir que todos são desonestos e vão tentar aplicar algum golpe.
Vamos confiar! As pessoas merecem!
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Boas notícias!!!
Nossa mudança demorou mais de 1 mês para ser liberada para sair do porto do Rio. Não teve nenhuma pendência, nenhum documento faltando, não deixamos de pagar nenhuma taxa. Todos os quadros, até os feitos pela Giulia na escola, foram devidamente fotografados e catalogados para o IPHAN autorizar a saída do país. E, mesmo assim, 1 mês. "Sabe como é, muitos fiscais de férias, mesmo que essa época seja a mais movimentada do ano."
Muito bem. O container embarcou dia 30 de Janeiro (tinha uma reserva num navio pro dia 22, mas como era semana de feriado, não aconteceu). Chegou na Alemanha dia 21 de Fevereiro. Hoje, dia 26, 5 dias depois, recebi uma ligação do agente alfandegário daqui, dizendo que foi tudo liberado e a entrega dos objetos será feita na segunda feira.
Se síndrome de vira-lata é querer viver num lugar onde o básico funciona, então, amigos, eu assumo: sou vira-lata até morrer!
Tem dificuldades? Um monte delas! Ainda não passei por nenhum constrangimento por não saber falar o idioma. Me agarro com o Google translator e meto as caras. Já comprei remédio, já cortei o cabelo, faço compras, dou informação na rua, converso com pessoas na fila do mercado, sou reconhecida e cumprimentada pelos vizinhos na rua... A vida, aqui, está mais tranquila e isso não tem preço!
Muito bem. O container embarcou dia 30 de Janeiro (tinha uma reserva num navio pro dia 22, mas como era semana de feriado, não aconteceu). Chegou na Alemanha dia 21 de Fevereiro. Hoje, dia 26, 5 dias depois, recebi uma ligação do agente alfandegário daqui, dizendo que foi tudo liberado e a entrega dos objetos será feita na segunda feira.
Se síndrome de vira-lata é querer viver num lugar onde o básico funciona, então, amigos, eu assumo: sou vira-lata até morrer!
Tem dificuldades? Um monte delas! Ainda não passei por nenhum constrangimento por não saber falar o idioma. Me agarro com o Google translator e meto as caras. Já comprei remédio, já cortei o cabelo, faço compras, dou informação na rua, converso com pessoas na fila do mercado, sou reconhecida e cumprimentada pelos vizinhos na rua... A vida, aqui, está mais tranquila e isso não tem preço!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
1 mês depois...
Dia 17 fez um mês que viemos para cá. Não dá para dizer que estou adaptada, mas estou no caminho, eu acho...
Minha rotina, enquanto eu não tenho o visto, está, basicamente, por conta da Giulia e da casa, arrumar as coisas que já estão por aqui, abrir espaço para quando a mudança chegar do Rio, o que deve acontecer entre essa semana e a próxima.
A mocinha do mercado já me cumprimenta, assim como as pessoas que eu e Giulia encontramos no caminho, todos os dias. Acho que estou recomeçando a construir "minha vila".
Estou, aos poucos, conhecendo as outras mães da escola, o que pode render contatos interessantes para a loja, além de um convite ou outro para tomar um café.
Giulia está gostando da escola. Segundo a professora, já está criando laços com algumas crianças e mostrando-se mais segura para falar em inglês.
Berlin ainda tem muito para me mostrar e eu estou aberta para receber toda essa informação.
Minha rotina, enquanto eu não tenho o visto, está, basicamente, por conta da Giulia e da casa, arrumar as coisas que já estão por aqui, abrir espaço para quando a mudança chegar do Rio, o que deve acontecer entre essa semana e a próxima.
A mocinha do mercado já me cumprimenta, assim como as pessoas que eu e Giulia encontramos no caminho, todos os dias. Acho que estou recomeçando a construir "minha vila".
Estou, aos poucos, conhecendo as outras mães da escola, o que pode render contatos interessantes para a loja, além de um convite ou outro para tomar um café.
Giulia está gostando da escola. Segundo a professora, já está criando laços com algumas crianças e mostrando-se mais segura para falar em inglês.
Berlin ainda tem muito para me mostrar e eu estou aberta para receber toda essa informação.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Carnaval / Fasching
Alemão também comemora o carnaval!!!
Vi que, em outras cidades, teve mais movimento do que pude perceber em Berlin. Giulia teve aula normalmente, Roberto trabalhou, nada de feriado.
Na escola, celebraram o Fasching, que é, basicamente, um dia para se fantasiar. Recebemos uma circular informando que dia 9 as crianças QUE QUISESSEM poderiam ir fantasiadas para a aula.
Por aqui, rolou um stress: "minhas fantasias ainda não chegaraaaam!!! e agora????" E agora, vamos de improviso. Vamos colocar a mesma roupa que você usou no seu aniversário, com uma blusa de manga comprida por baixo e eu compro uma jaqueta para combinar. E, pronto! Sai uma Evie!
E assim foi feito!
Cada criança deveria levar um prato de alguma comida para uma festinha depois do almoço. Nós recebemos um email, 3 horas antes, convidando para um desfile de fantasias.
Consegui gravar um videozinho do desfile do 4o. ano, mas como Giulia não aparece sozinha, não posso colocar aqui... política de privacidade da escola... então, segue foto da roupa usada no aniversário, ainda no Brasil.
O que me chamou atenção:
1. nós fomos avisados na véspera que as crianças deveriam levar uma comida para a festa e eu não percebi nenhum movimento de reclamação dos pais e mães. Nada! Teve até Pringles, claro, mas todo mundo deu um jeito de, um dia para outro, providenciar alguma coisa.
2. nas fantasias, notamos roupas produzidas, fantasias improvisadas, princesas, piratas com faquinhas, cavaleiros medievais com espadas, 007 com arma prateada, menina Darth Vader, menino de vestido e tutu de bailarina, crianças de uniforme, animados ou tímidos e todos sorrindo!
Ninguém falando que os pais do menino de vestido estão errados, ninguém falando que arma não pode, mesmo de brinquedo, ninguém comentando que é um absurdo que os pais mandem Pringles para o lanche. O objetivo não era esse. Estavam todos ali, felizes, festejando.
O que eu sei é que Giulia amou o dia, os brownies que eu fiz acabaram e ela voltou feliz porque os amigos agora sabem que a mãe dela cozinha bem... percebo o buffet de brigadeiros cada vez mais perto...
Vi que, em outras cidades, teve mais movimento do que pude perceber em Berlin. Giulia teve aula normalmente, Roberto trabalhou, nada de feriado.
Na escola, celebraram o Fasching, que é, basicamente, um dia para se fantasiar. Recebemos uma circular informando que dia 9 as crianças QUE QUISESSEM poderiam ir fantasiadas para a aula.
Por aqui, rolou um stress: "minhas fantasias ainda não chegaraaaam!!! e agora????" E agora, vamos de improviso. Vamos colocar a mesma roupa que você usou no seu aniversário, com uma blusa de manga comprida por baixo e eu compro uma jaqueta para combinar. E, pronto! Sai uma Evie!
E assim foi feito!
Cada criança deveria levar um prato de alguma comida para uma festinha depois do almoço. Nós recebemos um email, 3 horas antes, convidando para um desfile de fantasias.
Consegui gravar um videozinho do desfile do 4o. ano, mas como Giulia não aparece sozinha, não posso colocar aqui... política de privacidade da escola... então, segue foto da roupa usada no aniversário, ainda no Brasil.
O que me chamou atenção:
1. nós fomos avisados na véspera que as crianças deveriam levar uma comida para a festa e eu não percebi nenhum movimento de reclamação dos pais e mães. Nada! Teve até Pringles, claro, mas todo mundo deu um jeito de, um dia para outro, providenciar alguma coisa.
2. nas fantasias, notamos roupas produzidas, fantasias improvisadas, princesas, piratas com faquinhas, cavaleiros medievais com espadas, 007 com arma prateada, menina Darth Vader, menino de vestido e tutu de bailarina, crianças de uniforme, animados ou tímidos e todos sorrindo!
Ninguém falando que os pais do menino de vestido estão errados, ninguém falando que arma não pode, mesmo de brinquedo, ninguém comentando que é um absurdo que os pais mandem Pringles para o lanche. O objetivo não era esse. Estavam todos ali, felizes, festejando.
O que eu sei é que Giulia amou o dia, os brownies que eu fiz acabaram e ela voltou feliz porque os amigos agora sabem que a mãe dela cozinha bem... percebo o buffet de brigadeiros cada vez mais perto...
Wurst & Bier
Domingo passado, dia 07.02, rolou em Kreuzberg o Wurst & Bier, salsicha e cerveja. O evento aconteceu no Markethalle Neun, que, nos dias normais, me parece uma Cobal de coisinhas gostosas.
Chegamos cedo e já tinha uma fila na porta. Nada selvagem, entramos rápido. Crianças, bebês em carrinhos, tudo tranquilo. Compramos um copinho de degustação e algumas fichas, o que diminuiu bastante o tempo de atendimento, já que cada ficha correspondia a uma dose de cerveja (200ml). 3 euros por pessoa, exceto crianças e vizinhos do local - para esses, era grátis.
Nesse ponto, Giulia estava faminta e fomos procurar alguma coisa para comer. Paramos no carrinho de cachorro-quente Bourbon Dogs, Salsicha artesanal, pão de batata, delícia!
O lugar estava começando a ficar cheio, sem ser insuportável. Continuamos andando, ainda tínhamos umas fichas para usar...
Giulia, para variar, acabou tendo um encontro com um sorvete de chocolate, Roberto experimentou mais um cachorro quente e eu encerrei com uns queijinhos sensacionais!
Nesse momento, cabe uma observação: uma das nossas maiores preocupações em relação a morar na Alemanha era exatamente a alimentação da Giulia. Para nossa surpresa, ela está muito mais aberta a experimentar novos sabores.
Passamos por um stand de salames artesanais. Eu parei para experimentar um e escolher algo para trazermos para casa. A pequena fez questão de provar também e escolheu não um, mas dois tipos para comprarmos.
Tudo gostoso, feito à mão, pessoas simpáticas atendendo, ambiente tranquilo, muita família com criança. E isso, num festival de cerveja! Que venham outros festivais!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Promessa é dívida
Hoje foi dia de IKEA e mercado.
IKEA... "mas, Claudia, de novo?" É... trem perto, uma estação de distância... muita tentação! Comprei cabides, velas perfumadas (30 velas daquelas pequenas, para rechaud, 2 euros - comprei de baunilha) e umas caixas organizadoras para o guarda roupa do quarto da Giulia). Fim de semana de arrumações!
Nós não temos ainda local de estoque de mantimentos e nossa geladeira é daquele tipo que o freezer ocupa metade do espaço, na parte inferior. Perfeita para 3 pessoas! Mas, estamos na Alemanha e grande parte do espaço é ocupado por cerveja. Sendo assim, tenho que ir ao mercado, pelo menos, umas 3 vezes por semana comprar coisas básicas como leite, legumes, frutas, Red Bull...
Saindo do mercado, passei na farmácia para comprar umas pastilhas para dor de garganta. A moça que me atendeu, nem tão moça assim, falou inglês sem problema. Algumas vezes, arrisquei responder em alemão e, devo ter falado certo, já que saí com o que queria.
Eu falei para ela que estava na Alemanha há pouco tempo mas que, dentro de 1 ano, voltaria lá para conversar. Ela disse que me esperaria para conversarmos em alemão, tomando um chá...
Vamos, então... partir pro curso intensivo assim que minha mudança chegar e as coisas ficarem minimamente organizadas. Tenho um compromisso dia 05/02/2017, na Masuren Apotheke!
IKEA... "mas, Claudia, de novo?" É... trem perto, uma estação de distância... muita tentação! Comprei cabides, velas perfumadas (30 velas daquelas pequenas, para rechaud, 2 euros - comprei de baunilha) e umas caixas organizadoras para o guarda roupa do quarto da Giulia). Fim de semana de arrumações!
Nós não temos ainda local de estoque de mantimentos e nossa geladeira é daquele tipo que o freezer ocupa metade do espaço, na parte inferior. Perfeita para 3 pessoas! Mas, estamos na Alemanha e grande parte do espaço é ocupado por cerveja. Sendo assim, tenho que ir ao mercado, pelo menos, umas 3 vezes por semana comprar coisas básicas como leite, legumes, frutas, Red Bull...
Saindo do mercado, passei na farmácia para comprar umas pastilhas para dor de garganta. A moça que me atendeu, nem tão moça assim, falou inglês sem problema. Algumas vezes, arrisquei responder em alemão e, devo ter falado certo, já que saí com o que queria.
Eu falei para ela que estava na Alemanha há pouco tempo mas que, dentro de 1 ano, voltaria lá para conversar. Ela disse que me esperaria para conversarmos em alemão, tomando um chá...
Vamos, então... partir pro curso intensivo assim que minha mudança chegar e as coisas ficarem minimamente organizadas. Tenho um compromisso dia 05/02/2017, na Masuren Apotheke!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Sobre adaptações
As perguntas que mais ouço (leio) são: vocês estão se adaptando aí? e o frio? e Giulia na escola?
Posso dizer que a melhor coisa que fizemos foi chegar no meio do período letivo. Como assim? Está maluca? Caímos na rotina dois dias depois de chegarmos aqui. E foi ótimo! Não deu tempo de sentir a mudança em toda sua plenitude.
Ainda estamos meio acampados. Nossa mudança já saiu do Rio (o "já" parece meio deslocado na frase, demorou mais de um mês para ser liberado e zarpar). Deve chegar na Alemanha no final do mês.
O frio... bom, o segredo é ter um casaco grande o suficiente para caber depois das 9 camadas de roupa e, ainda assim, ser leve para não impedir seus movimentos. Coisas simples, como pegar as chaves no bolso ou validar o ticket do trem. Susana, minha cunhada maravilhosa, previu isso e arranjou um casaco exatamente assim. São duas camadas de nylon com recheio quentinho e bem leve.
Nós saímos de cada parecendo umas almôndegas, mas protegidas do frio, do vento e de uma eventual chuva.
Giulia está conseguindo se comunicar na escola. Os professores estão seriamente empenhados para que ela tenha sucesso e, até onde eu pude ver, todos esperam que ela complete o 4o. ano em um semestre.
Percebo que ela está mais segura e confiante, o que é ótimo. Os "spelling tests", nossos conhecidos ditados, estão cada vez com menos erros. E, uma vez que ela conseguiu entender os significados dos termos matemáticos, tem resolvido as tarefas sem problemas.
O esquema de disciplinas da escola é bem interessante. Eles têm matemática, inglês, alemão, artes e uma matéria que mistura história e geografia, mas é tudo integrado ao tema central. Por exemplo: Giulia chegou no meio da unidade 3 do 4o. ano, Civilizações Antigas. Pegaram os Jogos Olímpicos, um tema atual, e introduziram o estudo da Grécia. Na aula de artes, as crianças reproduziram uma peça de cerâmica grega, usando giz pastel. Em linguagem, eles estão com a tarefa de criar um livro sobre o assunto, o que gera pesquisas nas aulas de multimídia. E tudo vai se mesclando e deixando o assunto altamente convidativo para a criança.
Giulia ganhou de aniversário (obrigada, Yara!) uma versão infantil da Odisseia. E leva o livro para a escola e tenta ensinar palavras em português para os colegas. Outro dia, chegou em casa e foi para a internet pesquisar os deuses gregos.
Estamos no caminho certo! E ela, rumo à conquista do mundo!!!
Posso dizer que a melhor coisa que fizemos foi chegar no meio do período letivo. Como assim? Está maluca? Caímos na rotina dois dias depois de chegarmos aqui. E foi ótimo! Não deu tempo de sentir a mudança em toda sua plenitude.
Ainda estamos meio acampados. Nossa mudança já saiu do Rio (o "já" parece meio deslocado na frase, demorou mais de um mês para ser liberado e zarpar). Deve chegar na Alemanha no final do mês.
O frio... bom, o segredo é ter um casaco grande o suficiente para caber depois das 9 camadas de roupa e, ainda assim, ser leve para não impedir seus movimentos. Coisas simples, como pegar as chaves no bolso ou validar o ticket do trem. Susana, minha cunhada maravilhosa, previu isso e arranjou um casaco exatamente assim. São duas camadas de nylon com recheio quentinho e bem leve.
Nós saímos de cada parecendo umas almôndegas, mas protegidas do frio, do vento e de uma eventual chuva.
Giulia está conseguindo se comunicar na escola. Os professores estão seriamente empenhados para que ela tenha sucesso e, até onde eu pude ver, todos esperam que ela complete o 4o. ano em um semestre.
Percebo que ela está mais segura e confiante, o que é ótimo. Os "spelling tests", nossos conhecidos ditados, estão cada vez com menos erros. E, uma vez que ela conseguiu entender os significados dos termos matemáticos, tem resolvido as tarefas sem problemas.
O esquema de disciplinas da escola é bem interessante. Eles têm matemática, inglês, alemão, artes e uma matéria que mistura história e geografia, mas é tudo integrado ao tema central. Por exemplo: Giulia chegou no meio da unidade 3 do 4o. ano, Civilizações Antigas. Pegaram os Jogos Olímpicos, um tema atual, e introduziram o estudo da Grécia. Na aula de artes, as crianças reproduziram uma peça de cerâmica grega, usando giz pastel. Em linguagem, eles estão com a tarefa de criar um livro sobre o assunto, o que gera pesquisas nas aulas de multimídia. E tudo vai se mesclando e deixando o assunto altamente convidativo para a criança.
Giulia ganhou de aniversário (obrigada, Yara!) uma versão infantil da Odisseia. E leva o livro para a escola e tenta ensinar palavras em português para os colegas. Outro dia, chegou em casa e foi para a internet pesquisar os deuses gregos.
Estamos no caminho certo! E ela, rumo à conquista do mundo!!!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Retrospectiva Anton Corbijn
Ainda no Rio, tinha visto que haveria uma exposição com trabalhos do fotógrafo Anton Corbijn, aqui em Berlin, até dia 31/01.
Não vou mentir: me interessei pelo trabalho dele depois que vi que havia dirigido clips do Depeche Mode que eu amo. lá pelo final da década de 80.
Com a internet, ficou mais fácil descobrir que Anton Corbijn fotografou muita gente interessante. E dirigiu uma penca de clips e filmes sensacionais. Então, informação da retrospectiva devidamente anotada! Vamos chegar em Berlin a tempo e vai ser tudo lindo!
Só que chegamos num domingo e a semana começou com coisas para resolver e aula na terça. Final de semana passado, ficamos montando móveis. E a exposição acabaria ontem... então, vamos cedo para lá!
Moramos longe do centro. Mais ou menos 5 minutos caminhando e chegamos a uma estação de trem. E, como o transporte público, aqui, é bastante confiável, não é um longe que incomoda. Em 20 minutos chegamos lá. Já tínhamos comprado o ingresso online e, apesar de estar perto da hora do almoço, achamos melhor ir logo - o que foi ótimo, já que, mais tarde, passamos por lá e a fila começava a se formar do lado de fora do espaço
O local da exposição, C/O Berlin, é um espaço, se não me engano, especializado em mostras de fotografia. Tem uma micro livraria com muito material sobre o assunto.
A exposição... tudo o que eu imaginava e mais! Não entendo de arte. Não sei se é bom ou se vale alguma coisa. Gosto do que me emociona. E o trabalho que eu vi ontem me tirou o fôlego em vários momentos. Não fotografei muito, estava ocupada me encantando com toda aquela arte. Saí de lá impactada.
Giulia ia lendo os cartões que identificavam quem estava nas fotografias e, a cada nome que ela reconhecia, ia ficando mais ligada... até que a fome falou mais alto e uma sequência de "falta muito?", "estou cansada" e "estou com fome" deu o programa por encerrado.
Não vou mentir: me interessei pelo trabalho dele depois que vi que havia dirigido clips do Depeche Mode que eu amo. lá pelo final da década de 80.
Com a internet, ficou mais fácil descobrir que Anton Corbijn fotografou muita gente interessante. E dirigiu uma penca de clips e filmes sensacionais. Então, informação da retrospectiva devidamente anotada! Vamos chegar em Berlin a tempo e vai ser tudo lindo!
Só que chegamos num domingo e a semana começou com coisas para resolver e aula na terça. Final de semana passado, ficamos montando móveis. E a exposição acabaria ontem... então, vamos cedo para lá!
Moramos longe do centro. Mais ou menos 5 minutos caminhando e chegamos a uma estação de trem. E, como o transporte público, aqui, é bastante confiável, não é um longe que incomoda. Em 20 minutos chegamos lá. Já tínhamos comprado o ingresso online e, apesar de estar perto da hora do almoço, achamos melhor ir logo - o que foi ótimo, já que, mais tarde, passamos por lá e a fila começava a se formar do lado de fora do espaço
O local da exposição, C/O Berlin, é um espaço, se não me engano, especializado em mostras de fotografia. Tem uma micro livraria com muito material sobre o assunto.
A exposição... tudo o que eu imaginava e mais! Não entendo de arte. Não sei se é bom ou se vale alguma coisa. Gosto do que me emociona. E o trabalho que eu vi ontem me tirou o fôlego em vários momentos. Não fotografei muito, estava ocupada me encantando com toda aquela arte. Saí de lá impactada.
Giulia ia lendo os cartões que identificavam quem estava nas fotografias e, a cada nome que ela reconhecia, ia ficando mais ligada... até que a fome falou mais alto e uma sequência de "falta muito?", "estou cansada" e "estou com fome" deu o programa por encerrado.
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