Na Alemanha, para que qualquer coisa aconteça, desde o visto permanente até o plano de saúde, temos que ter o Registro de Residência, o Anmeldung.
Só conseguimos agendar para pegar o nosso hoje. Dizem que normalmente não demora tanto - chegamos aqui há 2 meses -, mas por conta do aumento do influxo de imigrantes na Alemanha, o tempo está maior.
Pois bem. Separamos todos os documentos e fomos. Levamos original e cópia das certidões de casamento e nascimento, em português e a tradução, além do registro da tradutora juramentada no Cosulado da Alemanha no Rio. Estamos acostumados a papeis, cópias, registros, certidões e afins. Tudo para provar que nós somos nós.
Chegamos ao local cerca de 20 minutos antes do horário marcado. Quando agendamos, recebemos um número de protocolo e um quadro ia mostrando os números que seriam atendidos e o guichê para o qual deveríamos ir. Não precisamos falar com ninguém, pegar senha, mostrar se os documentos estavam de acordo com a norma, nada. Só esperamos.
Na hora marcada, nosso número apareceu no quadro e fomos.
Os documentos solicitados foram a declaração da imobiliária dizendo que estamos mesmo morando aqui, o contrato de locação e nossos passaportes. Nada mais! NADA, nem um papelzinho, um certificadinho, nada!
Já ouvi muitos alemães (e estrangeiros residentes) reclamando da burocracia por aqui. Eles nem sabem o que é cópia autenticada... O povo fala que alemão adora um formulário. Enquanto isso, brasileiro precisa se virar com duzentos!
O senhorzinho que nos atendeu não foi o supra-sumo da simpatia. Tampouco foi antipático. Foi eficiente. Quando precisamos completar uma folha, ele explicou quantas vezes foram necessárias. Em cerca de 20 minutos, saímos de lá com nossos registros. Ahhh, não precisamos pagar nada!
segunda-feira, 21 de março de 2016
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Quando a confiança é uma regra
4 situações:
1. Quando Giulia começou a frequentar a escola, nós sabíamos que ela teria um período de 3 dias numa espécie de adaptação. Seria, então, avaliado se ela ficou bem para ser oficialmente uma aluna da BBS.
Muito bem. Passado esse período, nós recebemos um cartinha informando que a adaptação foi um sucesso e, só então, recebemos os valores e as informações para pagamento.
Tomamos um susto quando vimos que o valor a ser pago, de uma vez, era o total da matrícula mais dois períodos. Imaginem ter que pagar a matrícula e um semestre de escola de uma tacada só!
Peguei o papelzinho e, no dia seguinte, fui conversar com a responsável pelo setor financeiro da escola. Expliquei que estávamos acostumados a pagar mensalidades e seria difícil pagar de uma vez. Ela me disse que a matrícula deveria ser paga naquele momento e seria possível dividir cada período em 3 parcelas.
Só isso. Não rolou um "vou ter que conversar", "você pode justificar?", nada disso. Para ela, parece óbvio que não vamos colocar a educação da nossa filha em risco. Construímos uma relação de confiança com a escola.
2. 6a. feira, indo pro trabalho, Roberto teve que correr para não perder o trem. Viu que estava sem o crachá. Me mandou mensagem, pedindo para dar uma procurada em casa. Nada.
Refiz o caminho dele até a estação e lá estava o crachá. Tinha sido encostado no corrimão da escada por alguém que o encontrou no chão.
Já tinha reparado, nas minhas caminhadas diárias, diversas luvas perdidas, colocadas nas árvores ou nas cerquinhas das casas. Comentei isso com Roberto e a resposta foi: as pessoas que encontram objetos perdidos, deixam por perto para que haja possibilidade do dono recuperar. Quando se parte do pressuposto que ninguém vai roubar, você pode fazer isso.
Não estou falando de uma mochila que poderia conter uma bomba e, por isso, ninguém vai mexer. Eu falo de um crachá, de uma luva...
3. Recebi, na mesma 6a. feira, a ligação do mocinho da mudança dizendo que as coisas seriam entregues hoje e teríamos que pagar as tarifas alfandegárias (nós sabíamos disso, estávamos preparados). Por causa do pouco tempo, poderíamos fazer uma transferência ou pagar diretamente pro encarregado pela entrega, hoje. O dinheiro estava disponível e Roberto resolveu transferir logo. Recebemos o email de confirmação e tudo certo para hoje.
Quando a equipe chegou, o encarregado falou que tínhamos que pagar as tais tarifas. Roberto explicou que o dinheiro tinha sido transferido na 6a. Ele nos olhou e falou: ok.
Claro que deve ter ligado pro escritório para confirmar, mas não duvidou da nossa palavra, não pediu para ver documentos que comprovassem, não foi rude nem por um instante.
4. Dia desses fui comprar ovo. A mocinha da caixa percebeu que um ovo estava quebrado. Registrou minhas compras, eu paguei e voltei para trocar a caixa de ovos. Ninguém foi comigo, não precisei esperar nenhum funcionário de patins fazer a troca para mim.
Percebo que, aqui, as relações são permeadas por confiança e isso me agrada muito. A regra é que a maioria age honestamente, assim como no Brasil. A diferença é que, aqui, o normal é se preparar para lidar com a regra e não assumir que todos são desonestos e vão tentar aplicar algum golpe.
Vamos confiar! As pessoas merecem!
1. Quando Giulia começou a frequentar a escola, nós sabíamos que ela teria um período de 3 dias numa espécie de adaptação. Seria, então, avaliado se ela ficou bem para ser oficialmente uma aluna da BBS.
Muito bem. Passado esse período, nós recebemos um cartinha informando que a adaptação foi um sucesso e, só então, recebemos os valores e as informações para pagamento.
Tomamos um susto quando vimos que o valor a ser pago, de uma vez, era o total da matrícula mais dois períodos. Imaginem ter que pagar a matrícula e um semestre de escola de uma tacada só!
Peguei o papelzinho e, no dia seguinte, fui conversar com a responsável pelo setor financeiro da escola. Expliquei que estávamos acostumados a pagar mensalidades e seria difícil pagar de uma vez. Ela me disse que a matrícula deveria ser paga naquele momento e seria possível dividir cada período em 3 parcelas.
Só isso. Não rolou um "vou ter que conversar", "você pode justificar?", nada disso. Para ela, parece óbvio que não vamos colocar a educação da nossa filha em risco. Construímos uma relação de confiança com a escola.
2. 6a. feira, indo pro trabalho, Roberto teve que correr para não perder o trem. Viu que estava sem o crachá. Me mandou mensagem, pedindo para dar uma procurada em casa. Nada.
Refiz o caminho dele até a estação e lá estava o crachá. Tinha sido encostado no corrimão da escada por alguém que o encontrou no chão.
Já tinha reparado, nas minhas caminhadas diárias, diversas luvas perdidas, colocadas nas árvores ou nas cerquinhas das casas. Comentei isso com Roberto e a resposta foi: as pessoas que encontram objetos perdidos, deixam por perto para que haja possibilidade do dono recuperar. Quando se parte do pressuposto que ninguém vai roubar, você pode fazer isso.
Não estou falando de uma mochila que poderia conter uma bomba e, por isso, ninguém vai mexer. Eu falo de um crachá, de uma luva...
3. Recebi, na mesma 6a. feira, a ligação do mocinho da mudança dizendo que as coisas seriam entregues hoje e teríamos que pagar as tarifas alfandegárias (nós sabíamos disso, estávamos preparados). Por causa do pouco tempo, poderíamos fazer uma transferência ou pagar diretamente pro encarregado pela entrega, hoje. O dinheiro estava disponível e Roberto resolveu transferir logo. Recebemos o email de confirmação e tudo certo para hoje.
Quando a equipe chegou, o encarregado falou que tínhamos que pagar as tais tarifas. Roberto explicou que o dinheiro tinha sido transferido na 6a. Ele nos olhou e falou: ok.
Claro que deve ter ligado pro escritório para confirmar, mas não duvidou da nossa palavra, não pediu para ver documentos que comprovassem, não foi rude nem por um instante.
4. Dia desses fui comprar ovo. A mocinha da caixa percebeu que um ovo estava quebrado. Registrou minhas compras, eu paguei e voltei para trocar a caixa de ovos. Ninguém foi comigo, não precisei esperar nenhum funcionário de patins fazer a troca para mim.
Percebo que, aqui, as relações são permeadas por confiança e isso me agrada muito. A regra é que a maioria age honestamente, assim como no Brasil. A diferença é que, aqui, o normal é se preparar para lidar com a regra e não assumir que todos são desonestos e vão tentar aplicar algum golpe.
Vamos confiar! As pessoas merecem!
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Boas notícias!!!
Nossa mudança demorou mais de 1 mês para ser liberada para sair do porto do Rio. Não teve nenhuma pendência, nenhum documento faltando, não deixamos de pagar nenhuma taxa. Todos os quadros, até os feitos pela Giulia na escola, foram devidamente fotografados e catalogados para o IPHAN autorizar a saída do país. E, mesmo assim, 1 mês. "Sabe como é, muitos fiscais de férias, mesmo que essa época seja a mais movimentada do ano."
Muito bem. O container embarcou dia 30 de Janeiro (tinha uma reserva num navio pro dia 22, mas como era semana de feriado, não aconteceu). Chegou na Alemanha dia 21 de Fevereiro. Hoje, dia 26, 5 dias depois, recebi uma ligação do agente alfandegário daqui, dizendo que foi tudo liberado e a entrega dos objetos será feita na segunda feira.
Se síndrome de vira-lata é querer viver num lugar onde o básico funciona, então, amigos, eu assumo: sou vira-lata até morrer!
Tem dificuldades? Um monte delas! Ainda não passei por nenhum constrangimento por não saber falar o idioma. Me agarro com o Google translator e meto as caras. Já comprei remédio, já cortei o cabelo, faço compras, dou informação na rua, converso com pessoas na fila do mercado, sou reconhecida e cumprimentada pelos vizinhos na rua... A vida, aqui, está mais tranquila e isso não tem preço!
Muito bem. O container embarcou dia 30 de Janeiro (tinha uma reserva num navio pro dia 22, mas como era semana de feriado, não aconteceu). Chegou na Alemanha dia 21 de Fevereiro. Hoje, dia 26, 5 dias depois, recebi uma ligação do agente alfandegário daqui, dizendo que foi tudo liberado e a entrega dos objetos será feita na segunda feira.
Se síndrome de vira-lata é querer viver num lugar onde o básico funciona, então, amigos, eu assumo: sou vira-lata até morrer!
Tem dificuldades? Um monte delas! Ainda não passei por nenhum constrangimento por não saber falar o idioma. Me agarro com o Google translator e meto as caras. Já comprei remédio, já cortei o cabelo, faço compras, dou informação na rua, converso com pessoas na fila do mercado, sou reconhecida e cumprimentada pelos vizinhos na rua... A vida, aqui, está mais tranquila e isso não tem preço!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
1 mês depois...
Dia 17 fez um mês que viemos para cá. Não dá para dizer que estou adaptada, mas estou no caminho, eu acho...
Minha rotina, enquanto eu não tenho o visto, está, basicamente, por conta da Giulia e da casa, arrumar as coisas que já estão por aqui, abrir espaço para quando a mudança chegar do Rio, o que deve acontecer entre essa semana e a próxima.
A mocinha do mercado já me cumprimenta, assim como as pessoas que eu e Giulia encontramos no caminho, todos os dias. Acho que estou recomeçando a construir "minha vila".
Estou, aos poucos, conhecendo as outras mães da escola, o que pode render contatos interessantes para a loja, além de um convite ou outro para tomar um café.
Giulia está gostando da escola. Segundo a professora, já está criando laços com algumas crianças e mostrando-se mais segura para falar em inglês.
Berlin ainda tem muito para me mostrar e eu estou aberta para receber toda essa informação.
Minha rotina, enquanto eu não tenho o visto, está, basicamente, por conta da Giulia e da casa, arrumar as coisas que já estão por aqui, abrir espaço para quando a mudança chegar do Rio, o que deve acontecer entre essa semana e a próxima.
A mocinha do mercado já me cumprimenta, assim como as pessoas que eu e Giulia encontramos no caminho, todos os dias. Acho que estou recomeçando a construir "minha vila".
Estou, aos poucos, conhecendo as outras mães da escola, o que pode render contatos interessantes para a loja, além de um convite ou outro para tomar um café.
Giulia está gostando da escola. Segundo a professora, já está criando laços com algumas crianças e mostrando-se mais segura para falar em inglês.
Berlin ainda tem muito para me mostrar e eu estou aberta para receber toda essa informação.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Carnaval / Fasching
Alemão também comemora o carnaval!!!
Vi que, em outras cidades, teve mais movimento do que pude perceber em Berlin. Giulia teve aula normalmente, Roberto trabalhou, nada de feriado.
Na escola, celebraram o Fasching, que é, basicamente, um dia para se fantasiar. Recebemos uma circular informando que dia 9 as crianças QUE QUISESSEM poderiam ir fantasiadas para a aula.
Por aqui, rolou um stress: "minhas fantasias ainda não chegaraaaam!!! e agora????" E agora, vamos de improviso. Vamos colocar a mesma roupa que você usou no seu aniversário, com uma blusa de manga comprida por baixo e eu compro uma jaqueta para combinar. E, pronto! Sai uma Evie!
E assim foi feito!
Cada criança deveria levar um prato de alguma comida para uma festinha depois do almoço. Nós recebemos um email, 3 horas antes, convidando para um desfile de fantasias.
Consegui gravar um videozinho do desfile do 4o. ano, mas como Giulia não aparece sozinha, não posso colocar aqui... política de privacidade da escola... então, segue foto da roupa usada no aniversário, ainda no Brasil.
O que me chamou atenção:
1. nós fomos avisados na véspera que as crianças deveriam levar uma comida para a festa e eu não percebi nenhum movimento de reclamação dos pais e mães. Nada! Teve até Pringles, claro, mas todo mundo deu um jeito de, um dia para outro, providenciar alguma coisa.
2. nas fantasias, notamos roupas produzidas, fantasias improvisadas, princesas, piratas com faquinhas, cavaleiros medievais com espadas, 007 com arma prateada, menina Darth Vader, menino de vestido e tutu de bailarina, crianças de uniforme, animados ou tímidos e todos sorrindo!
Ninguém falando que os pais do menino de vestido estão errados, ninguém falando que arma não pode, mesmo de brinquedo, ninguém comentando que é um absurdo que os pais mandem Pringles para o lanche. O objetivo não era esse. Estavam todos ali, felizes, festejando.
O que eu sei é que Giulia amou o dia, os brownies que eu fiz acabaram e ela voltou feliz porque os amigos agora sabem que a mãe dela cozinha bem... percebo o buffet de brigadeiros cada vez mais perto...
Vi que, em outras cidades, teve mais movimento do que pude perceber em Berlin. Giulia teve aula normalmente, Roberto trabalhou, nada de feriado.
Na escola, celebraram o Fasching, que é, basicamente, um dia para se fantasiar. Recebemos uma circular informando que dia 9 as crianças QUE QUISESSEM poderiam ir fantasiadas para a aula.
Por aqui, rolou um stress: "minhas fantasias ainda não chegaraaaam!!! e agora????" E agora, vamos de improviso. Vamos colocar a mesma roupa que você usou no seu aniversário, com uma blusa de manga comprida por baixo e eu compro uma jaqueta para combinar. E, pronto! Sai uma Evie!
E assim foi feito!
Cada criança deveria levar um prato de alguma comida para uma festinha depois do almoço. Nós recebemos um email, 3 horas antes, convidando para um desfile de fantasias.
Consegui gravar um videozinho do desfile do 4o. ano, mas como Giulia não aparece sozinha, não posso colocar aqui... política de privacidade da escola... então, segue foto da roupa usada no aniversário, ainda no Brasil.
O que me chamou atenção:
1. nós fomos avisados na véspera que as crianças deveriam levar uma comida para a festa e eu não percebi nenhum movimento de reclamação dos pais e mães. Nada! Teve até Pringles, claro, mas todo mundo deu um jeito de, um dia para outro, providenciar alguma coisa.
2. nas fantasias, notamos roupas produzidas, fantasias improvisadas, princesas, piratas com faquinhas, cavaleiros medievais com espadas, 007 com arma prateada, menina Darth Vader, menino de vestido e tutu de bailarina, crianças de uniforme, animados ou tímidos e todos sorrindo!
Ninguém falando que os pais do menino de vestido estão errados, ninguém falando que arma não pode, mesmo de brinquedo, ninguém comentando que é um absurdo que os pais mandem Pringles para o lanche. O objetivo não era esse. Estavam todos ali, felizes, festejando.
O que eu sei é que Giulia amou o dia, os brownies que eu fiz acabaram e ela voltou feliz porque os amigos agora sabem que a mãe dela cozinha bem... percebo o buffet de brigadeiros cada vez mais perto...
Wurst & Bier
Domingo passado, dia 07.02, rolou em Kreuzberg o Wurst & Bier, salsicha e cerveja. O evento aconteceu no Markethalle Neun, que, nos dias normais, me parece uma Cobal de coisinhas gostosas.
Chegamos cedo e já tinha uma fila na porta. Nada selvagem, entramos rápido. Crianças, bebês em carrinhos, tudo tranquilo. Compramos um copinho de degustação e algumas fichas, o que diminuiu bastante o tempo de atendimento, já que cada ficha correspondia a uma dose de cerveja (200ml). 3 euros por pessoa, exceto crianças e vizinhos do local - para esses, era grátis.
Nesse ponto, Giulia estava faminta e fomos procurar alguma coisa para comer. Paramos no carrinho de cachorro-quente Bourbon Dogs, Salsicha artesanal, pão de batata, delícia!
O lugar estava começando a ficar cheio, sem ser insuportável. Continuamos andando, ainda tínhamos umas fichas para usar...
Giulia, para variar, acabou tendo um encontro com um sorvete de chocolate, Roberto experimentou mais um cachorro quente e eu encerrei com uns queijinhos sensacionais!
Nesse momento, cabe uma observação: uma das nossas maiores preocupações em relação a morar na Alemanha era exatamente a alimentação da Giulia. Para nossa surpresa, ela está muito mais aberta a experimentar novos sabores.
Passamos por um stand de salames artesanais. Eu parei para experimentar um e escolher algo para trazermos para casa. A pequena fez questão de provar também e escolheu não um, mas dois tipos para comprarmos.
Tudo gostoso, feito à mão, pessoas simpáticas atendendo, ambiente tranquilo, muita família com criança. E isso, num festival de cerveja! Que venham outros festivais!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Promessa é dívida
Hoje foi dia de IKEA e mercado.
IKEA... "mas, Claudia, de novo?" É... trem perto, uma estação de distância... muita tentação! Comprei cabides, velas perfumadas (30 velas daquelas pequenas, para rechaud, 2 euros - comprei de baunilha) e umas caixas organizadoras para o guarda roupa do quarto da Giulia). Fim de semana de arrumações!
Nós não temos ainda local de estoque de mantimentos e nossa geladeira é daquele tipo que o freezer ocupa metade do espaço, na parte inferior. Perfeita para 3 pessoas! Mas, estamos na Alemanha e grande parte do espaço é ocupado por cerveja. Sendo assim, tenho que ir ao mercado, pelo menos, umas 3 vezes por semana comprar coisas básicas como leite, legumes, frutas, Red Bull...
Saindo do mercado, passei na farmácia para comprar umas pastilhas para dor de garganta. A moça que me atendeu, nem tão moça assim, falou inglês sem problema. Algumas vezes, arrisquei responder em alemão e, devo ter falado certo, já que saí com o que queria.
Eu falei para ela que estava na Alemanha há pouco tempo mas que, dentro de 1 ano, voltaria lá para conversar. Ela disse que me esperaria para conversarmos em alemão, tomando um chá...
Vamos, então... partir pro curso intensivo assim que minha mudança chegar e as coisas ficarem minimamente organizadas. Tenho um compromisso dia 05/02/2017, na Masuren Apotheke!
IKEA... "mas, Claudia, de novo?" É... trem perto, uma estação de distância... muita tentação! Comprei cabides, velas perfumadas (30 velas daquelas pequenas, para rechaud, 2 euros - comprei de baunilha) e umas caixas organizadoras para o guarda roupa do quarto da Giulia). Fim de semana de arrumações!
Nós não temos ainda local de estoque de mantimentos e nossa geladeira é daquele tipo que o freezer ocupa metade do espaço, na parte inferior. Perfeita para 3 pessoas! Mas, estamos na Alemanha e grande parte do espaço é ocupado por cerveja. Sendo assim, tenho que ir ao mercado, pelo menos, umas 3 vezes por semana comprar coisas básicas como leite, legumes, frutas, Red Bull...
Saindo do mercado, passei na farmácia para comprar umas pastilhas para dor de garganta. A moça que me atendeu, nem tão moça assim, falou inglês sem problema. Algumas vezes, arrisquei responder em alemão e, devo ter falado certo, já que saí com o que queria.
Eu falei para ela que estava na Alemanha há pouco tempo mas que, dentro de 1 ano, voltaria lá para conversar. Ela disse que me esperaria para conversarmos em alemão, tomando um chá...
Vamos, então... partir pro curso intensivo assim que minha mudança chegar e as coisas ficarem minimamente organizadas. Tenho um compromisso dia 05/02/2017, na Masuren Apotheke!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Sobre adaptações
As perguntas que mais ouço (leio) são: vocês estão se adaptando aí? e o frio? e Giulia na escola?
Posso dizer que a melhor coisa que fizemos foi chegar no meio do período letivo. Como assim? Está maluca? Caímos na rotina dois dias depois de chegarmos aqui. E foi ótimo! Não deu tempo de sentir a mudança em toda sua plenitude.
Ainda estamos meio acampados. Nossa mudança já saiu do Rio (o "já" parece meio deslocado na frase, demorou mais de um mês para ser liberado e zarpar). Deve chegar na Alemanha no final do mês.
O frio... bom, o segredo é ter um casaco grande o suficiente para caber depois das 9 camadas de roupa e, ainda assim, ser leve para não impedir seus movimentos. Coisas simples, como pegar as chaves no bolso ou validar o ticket do trem. Susana, minha cunhada maravilhosa, previu isso e arranjou um casaco exatamente assim. São duas camadas de nylon com recheio quentinho e bem leve.
Nós saímos de cada parecendo umas almôndegas, mas protegidas do frio, do vento e de uma eventual chuva.
Giulia está conseguindo se comunicar na escola. Os professores estão seriamente empenhados para que ela tenha sucesso e, até onde eu pude ver, todos esperam que ela complete o 4o. ano em um semestre.
Percebo que ela está mais segura e confiante, o que é ótimo. Os "spelling tests", nossos conhecidos ditados, estão cada vez com menos erros. E, uma vez que ela conseguiu entender os significados dos termos matemáticos, tem resolvido as tarefas sem problemas.
O esquema de disciplinas da escola é bem interessante. Eles têm matemática, inglês, alemão, artes e uma matéria que mistura história e geografia, mas é tudo integrado ao tema central. Por exemplo: Giulia chegou no meio da unidade 3 do 4o. ano, Civilizações Antigas. Pegaram os Jogos Olímpicos, um tema atual, e introduziram o estudo da Grécia. Na aula de artes, as crianças reproduziram uma peça de cerâmica grega, usando giz pastel. Em linguagem, eles estão com a tarefa de criar um livro sobre o assunto, o que gera pesquisas nas aulas de multimídia. E tudo vai se mesclando e deixando o assunto altamente convidativo para a criança.
Giulia ganhou de aniversário (obrigada, Yara!) uma versão infantil da Odisseia. E leva o livro para a escola e tenta ensinar palavras em português para os colegas. Outro dia, chegou em casa e foi para a internet pesquisar os deuses gregos.
Estamos no caminho certo! E ela, rumo à conquista do mundo!!!
Posso dizer que a melhor coisa que fizemos foi chegar no meio do período letivo. Como assim? Está maluca? Caímos na rotina dois dias depois de chegarmos aqui. E foi ótimo! Não deu tempo de sentir a mudança em toda sua plenitude.
Ainda estamos meio acampados. Nossa mudança já saiu do Rio (o "já" parece meio deslocado na frase, demorou mais de um mês para ser liberado e zarpar). Deve chegar na Alemanha no final do mês.
O frio... bom, o segredo é ter um casaco grande o suficiente para caber depois das 9 camadas de roupa e, ainda assim, ser leve para não impedir seus movimentos. Coisas simples, como pegar as chaves no bolso ou validar o ticket do trem. Susana, minha cunhada maravilhosa, previu isso e arranjou um casaco exatamente assim. São duas camadas de nylon com recheio quentinho e bem leve.
Nós saímos de cada parecendo umas almôndegas, mas protegidas do frio, do vento e de uma eventual chuva.
Giulia está conseguindo se comunicar na escola. Os professores estão seriamente empenhados para que ela tenha sucesso e, até onde eu pude ver, todos esperam que ela complete o 4o. ano em um semestre.
Percebo que ela está mais segura e confiante, o que é ótimo. Os "spelling tests", nossos conhecidos ditados, estão cada vez com menos erros. E, uma vez que ela conseguiu entender os significados dos termos matemáticos, tem resolvido as tarefas sem problemas.
O esquema de disciplinas da escola é bem interessante. Eles têm matemática, inglês, alemão, artes e uma matéria que mistura história e geografia, mas é tudo integrado ao tema central. Por exemplo: Giulia chegou no meio da unidade 3 do 4o. ano, Civilizações Antigas. Pegaram os Jogos Olímpicos, um tema atual, e introduziram o estudo da Grécia. Na aula de artes, as crianças reproduziram uma peça de cerâmica grega, usando giz pastel. Em linguagem, eles estão com a tarefa de criar um livro sobre o assunto, o que gera pesquisas nas aulas de multimídia. E tudo vai se mesclando e deixando o assunto altamente convidativo para a criança.
Giulia ganhou de aniversário (obrigada, Yara!) uma versão infantil da Odisseia. E leva o livro para a escola e tenta ensinar palavras em português para os colegas. Outro dia, chegou em casa e foi para a internet pesquisar os deuses gregos.
Estamos no caminho certo! E ela, rumo à conquista do mundo!!!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Retrospectiva Anton Corbijn
Ainda no Rio, tinha visto que haveria uma exposição com trabalhos do fotógrafo Anton Corbijn, aqui em Berlin, até dia 31/01.
Não vou mentir: me interessei pelo trabalho dele depois que vi que havia dirigido clips do Depeche Mode que eu amo. lá pelo final da década de 80.
Com a internet, ficou mais fácil descobrir que Anton Corbijn fotografou muita gente interessante. E dirigiu uma penca de clips e filmes sensacionais. Então, informação da retrospectiva devidamente anotada! Vamos chegar em Berlin a tempo e vai ser tudo lindo!
Só que chegamos num domingo e a semana começou com coisas para resolver e aula na terça. Final de semana passado, ficamos montando móveis. E a exposição acabaria ontem... então, vamos cedo para lá!
Moramos longe do centro. Mais ou menos 5 minutos caminhando e chegamos a uma estação de trem. E, como o transporte público, aqui, é bastante confiável, não é um longe que incomoda. Em 20 minutos chegamos lá. Já tínhamos comprado o ingresso online e, apesar de estar perto da hora do almoço, achamos melhor ir logo - o que foi ótimo, já que, mais tarde, passamos por lá e a fila começava a se formar do lado de fora do espaço
O local da exposição, C/O Berlin, é um espaço, se não me engano, especializado em mostras de fotografia. Tem uma micro livraria com muito material sobre o assunto.
A exposição... tudo o que eu imaginava e mais! Não entendo de arte. Não sei se é bom ou se vale alguma coisa. Gosto do que me emociona. E o trabalho que eu vi ontem me tirou o fôlego em vários momentos. Não fotografei muito, estava ocupada me encantando com toda aquela arte. Saí de lá impactada.
Giulia ia lendo os cartões que identificavam quem estava nas fotografias e, a cada nome que ela reconhecia, ia ficando mais ligada... até que a fome falou mais alto e uma sequência de "falta muito?", "estou cansada" e "estou com fome" deu o programa por encerrado.
Não vou mentir: me interessei pelo trabalho dele depois que vi que havia dirigido clips do Depeche Mode que eu amo. lá pelo final da década de 80.
Com a internet, ficou mais fácil descobrir que Anton Corbijn fotografou muita gente interessante. E dirigiu uma penca de clips e filmes sensacionais. Então, informação da retrospectiva devidamente anotada! Vamos chegar em Berlin a tempo e vai ser tudo lindo!
Só que chegamos num domingo e a semana começou com coisas para resolver e aula na terça. Final de semana passado, ficamos montando móveis. E a exposição acabaria ontem... então, vamos cedo para lá!
Moramos longe do centro. Mais ou menos 5 minutos caminhando e chegamos a uma estação de trem. E, como o transporte público, aqui, é bastante confiável, não é um longe que incomoda. Em 20 minutos chegamos lá. Já tínhamos comprado o ingresso online e, apesar de estar perto da hora do almoço, achamos melhor ir logo - o que foi ótimo, já que, mais tarde, passamos por lá e a fila começava a se formar do lado de fora do espaço
O local da exposição, C/O Berlin, é um espaço, se não me engano, especializado em mostras de fotografia. Tem uma micro livraria com muito material sobre o assunto.
A exposição... tudo o que eu imaginava e mais! Não entendo de arte. Não sei se é bom ou se vale alguma coisa. Gosto do que me emociona. E o trabalho que eu vi ontem me tirou o fôlego em vários momentos. Não fotografei muito, estava ocupada me encantando com toda aquela arte. Saí de lá impactada.
Giulia ia lendo os cartões que identificavam quem estava nas fotografias e, a cada nome que ela reconhecia, ia ficando mais ligada... até que a fome falou mais alto e uma sequência de "falta muito?", "estou cansada" e "estou com fome" deu o programa por encerrado.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Mercado
Quem me conhece, de verdade, sabe que eu ODEIO ir ao mercado. Já estou ouvindo vozes "como? ir ao mercado é tããããão bom!!!" ou então "eu adooooorooo! passo hoooooras vendo as mercadorias". Eu, não. Quando invento de fazer algum prato diferente, uma receita nova, vou com gosto, escolho os ingredientes e pronto. Mas, pro dia a dia, acho um saco!
Aqui, continuo sem gostar. Mas, como estou sem poder trabalhar e tenho tempo livre, acho justo passar por cima da minha irritação e comprar comida. Aproveito e fico aprendendo nomes de legumes, frutas e verduras... vale para alguma coisa.
Então, utilidade pública: vou passar algumas coisas que aprendi nesses 11 dias de vida berlinense.
1. carrinhos - eles ficam presos, por uma correntinha com trava, ao carrinho da frente. Para liberá-los, coloque uma moeda de 1 euro no compartimento e, pronto! Faça suas compras com calma, passe pelo caixa, guarde tudo e devolva o carrinho. Quando você prendê-lo, sua moeda volta para você. Algumas pessoas usam uma ficha de plástico para liberar o carrinho. Eu tenho usado uma moeda de 50 centavos brasileiros e funciona direitinho. Antes que falem que "já tem brasileiro fazendo coisa errada na Alemanha", volto a dizer: a moeda é só para soltar o carrinho e algumas marcas de produtos dão uma ficha de plástico com esse objetivo. Então, nada errado, mesmo!
É bom saber que, em aeroportos o processo é o mesmo. Então, separe sua moedinha quando desembarcar por aqui. Vai precisar...
2. caixa - o mercado que temos aqui, perto de casa, tem 2 caixas. Só! E a fila não demora. Mas, como? A pessoa do caixa registra suas compras, passa pro outro lado e você, ou quem estiver com você, joga tudo de volta no carrinho. Se você quiser sacola, leva a sua ou compra uma no mercado. Isso mesmo: não tem sacola plástica! Eu costumo levar a minha e, depois que eu pago as compras, vou para um espaço próprio para arrumar tudo na minha sacola.
Não tente arrumar suas coisas na esteira do caixa. Vai receber olhares esquisitos. E vai provocar a tão odiada demora na hora de pagar as compras...
3. "máquina que eu não sei o nome" - já tinha visto alguns vídeos sobre isso. É o seguinte: você junta garrafas de vidro ou plástico e latinhas. Quando for ao mercado, leva tudo. Coloca, uma por uma, com o código de barras para cima, no espaço adequado. Rola alguma leitura e isso vai gerando um valor. Quando acabar, aperta o botão verde e um papel, com um valor impresso, sai. Esse valor pode ser usado para complementar o pagamento das compras ou trocado por dinheiro no caixa.
Isso me leva a um outro ponto: tem muita gente que cata garrafas pela rua. É comum andar por aí e ver garrafas vazias encostadas em muros, beiradas de calçadas e canteiros de plantas. Isso acontece porque, sabedoras disso, as pessoas preferem deixá-las ali, esperando serem recolhidas, do que jogá-las fora. O interessante é que essas garrafas podem ser trocadas, na hora, por produtos de mercado. Cata umas garrafinhas e leva um pão para casa. Não tem que sair procurando uma cooperativa de catadores, nem fazer cadastro para ser aprovado em cinco dias para receber uma carteirinha e ter direito a vender latas e garrafas e complementar a renda...
O difícil é dar uns passos para trás, mudar a perspectiva e ver que as coisas podem funcionar, é só querer.
Berlinense não segura a porta pro outro passar. Mas deixa suas garrafinhas para quem precisa levar uma grana extra ou um litro de leite para casa.
Aproveitando o tema, achei no mercadinho perto de casa:
Aqui, continuo sem gostar. Mas, como estou sem poder trabalhar e tenho tempo livre, acho justo passar por cima da minha irritação e comprar comida. Aproveito e fico aprendendo nomes de legumes, frutas e verduras... vale para alguma coisa.
Então, utilidade pública: vou passar algumas coisas que aprendi nesses 11 dias de vida berlinense.
1. carrinhos - eles ficam presos, por uma correntinha com trava, ao carrinho da frente. Para liberá-los, coloque uma moeda de 1 euro no compartimento e, pronto! Faça suas compras com calma, passe pelo caixa, guarde tudo e devolva o carrinho. Quando você prendê-lo, sua moeda volta para você. Algumas pessoas usam uma ficha de plástico para liberar o carrinho. Eu tenho usado uma moeda de 50 centavos brasileiros e funciona direitinho. Antes que falem que "já tem brasileiro fazendo coisa errada na Alemanha", volto a dizer: a moeda é só para soltar o carrinho e algumas marcas de produtos dão uma ficha de plástico com esse objetivo. Então, nada errado, mesmo!
É bom saber que, em aeroportos o processo é o mesmo. Então, separe sua moedinha quando desembarcar por aqui. Vai precisar...
2. caixa - o mercado que temos aqui, perto de casa, tem 2 caixas. Só! E a fila não demora. Mas, como? A pessoa do caixa registra suas compras, passa pro outro lado e você, ou quem estiver com você, joga tudo de volta no carrinho. Se você quiser sacola, leva a sua ou compra uma no mercado. Isso mesmo: não tem sacola plástica! Eu costumo levar a minha e, depois que eu pago as compras, vou para um espaço próprio para arrumar tudo na minha sacola.
Não tente arrumar suas coisas na esteira do caixa. Vai receber olhares esquisitos. E vai provocar a tão odiada demora na hora de pagar as compras...
3. "máquina que eu não sei o nome" - já tinha visto alguns vídeos sobre isso. É o seguinte: você junta garrafas de vidro ou plástico e latinhas. Quando for ao mercado, leva tudo. Coloca, uma por uma, com o código de barras para cima, no espaço adequado. Rola alguma leitura e isso vai gerando um valor. Quando acabar, aperta o botão verde e um papel, com um valor impresso, sai. Esse valor pode ser usado para complementar o pagamento das compras ou trocado por dinheiro no caixa.
Isso me leva a um outro ponto: tem muita gente que cata garrafas pela rua. É comum andar por aí e ver garrafas vazias encostadas em muros, beiradas de calçadas e canteiros de plantas. Isso acontece porque, sabedoras disso, as pessoas preferem deixá-las ali, esperando serem recolhidas, do que jogá-las fora. O interessante é que essas garrafas podem ser trocadas, na hora, por produtos de mercado. Cata umas garrafinhas e leva um pão para casa. Não tem que sair procurando uma cooperativa de catadores, nem fazer cadastro para ser aprovado em cinco dias para receber uma carteirinha e ter direito a vender latas e garrafas e complementar a renda...
O difícil é dar uns passos para trás, mudar a perspectiva e ver que as coisas podem funcionar, é só querer.
Berlinense não segura a porta pro outro passar. Mas deixa suas garrafinhas para quem precisa levar uma grana extra ou um litro de leite para casa.
Aproveitando o tema, achei no mercadinho perto de casa:
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Cabelos
Cabelo é um assunto que todo mundo entende. Alguns podem não se lembrar mais, mas já tiveram que lidar com isso...
No frio, frio mesmo, frio alemão, meu cabelo resolve ficar lindo. Sério. Brilho certo, volume controlado, tudo nos conformes.
Comprar shampoo não chega a ser difícil, já que eu uso o mesmo Elseve há décadas e a L'Oréal facilita minha vida mantendo a embalagem mais ou menos parecida no mundo inteiro.
Então, como justificar a opacidade do cabelo dos alemães? É impressionante como falta brilho nas cabeças germânicas...
Alemães não fedem. Ando de trem quase todo dia, caminho bastante e sempre cruzo com pessoas na rua e ainda não precisei franzir o nariz. Giulia estuda numa escola britânica, com britânicos e nenhum cheiro ruim paira por lá.
Mas os cabelos estão me impressionando... Roberto diz que eles tomam banho, mas daí a lavar os cabelos é um enorme passo. Pensando assim, deve ser uma mistura de poeira com umidade, grudada nos fios até que chegue o dia de lavar a cabeça. Imagino que exista um, nem que seja mensal...
No frio, frio mesmo, frio alemão, meu cabelo resolve ficar lindo. Sério. Brilho certo, volume controlado, tudo nos conformes.
Comprar shampoo não chega a ser difícil, já que eu uso o mesmo Elseve há décadas e a L'Oréal facilita minha vida mantendo a embalagem mais ou menos parecida no mundo inteiro.
Então, como justificar a opacidade do cabelo dos alemães? É impressionante como falta brilho nas cabeças germânicas...
Alemães não fedem. Ando de trem quase todo dia, caminho bastante e sempre cruzo com pessoas na rua e ainda não precisei franzir o nariz. Giulia estuda numa escola britânica, com britânicos e nenhum cheiro ruim paira por lá.
Mas os cabelos estão me impressionando... Roberto diz que eles tomam banho, mas daí a lavar os cabelos é um enorme passo. Pensando assim, deve ser uma mistura de poeira com umidade, grudada nos fios até que chegue o dia de lavar a cabeça. Imagino que exista um, nem que seja mensal...
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Divagando...
A escola onde Giulia está estudando não fica em um prédio lindo. É um prédio normal, com crianças alegres pelos corredores, professores aparentemente satisfeitos nas portas das salas esperando seus alunos. Nada demais. Até hoje, eu não tinha percebido o que realmente tinha me encantado no prédio. Hoje, notei que a escola não tem muros nem porteiros...
Mudei meu caminho na volta para casa e fui por uma rua mais movimentada. As casas também não têm muros altos. Uma cerca na altura da minha cintura é suficiente para que todos fiquem tranquilos.
Uma das coisas que mais me incomodava, ultimamente, no Rio, era a atmosfera de medo em que todos viviam. Se cruzássemos na rua com uma pessoa "estranha" a reação imediata era segurar a bolsa com mais força e quase gangrenar a mão da criança. Ainda não percebi isso por aqui.
Mesmo com toda onda de terrorismo que apareceu pela Europa, não vi nenhum tipo de atitude que demonstrasse esse medo aqui em Berlin.
Caminhar pelas ruas do bairro, respirar paz e tranquilidade, isso não tem preço.
Boas notícias: fui a um mercadão e consegui fazer compras. Até entendi o que a mocinha do caixa me perguntou e consegui responder!
Outra: recebi e-mail da empresa de mudança dizendo que nosso container foi liberado! Embarque previsto pro dia 29!
Mudei meu caminho na volta para casa e fui por uma rua mais movimentada. As casas também não têm muros altos. Uma cerca na altura da minha cintura é suficiente para que todos fiquem tranquilos.
Uma das coisas que mais me incomodava, ultimamente, no Rio, era a atmosfera de medo em que todos viviam. Se cruzássemos na rua com uma pessoa "estranha" a reação imediata era segurar a bolsa com mais força e quase gangrenar a mão da criança. Ainda não percebi isso por aqui.
Mesmo com toda onda de terrorismo que apareceu pela Europa, não vi nenhum tipo de atitude que demonstrasse esse medo aqui em Berlin.
Caminhar pelas ruas do bairro, respirar paz e tranquilidade, isso não tem preço.
Boas notícias: fui a um mercadão e consegui fazer compras. Até entendi o que a mocinha do caixa me perguntou e consegui responder!
Outra: recebi e-mail da empresa de mudança dizendo que nosso container foi liberado! Embarque previsto pro dia 29!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Aventuras...
Hoje o dia rendeu!
Giulia na escola, Roberto no trabalho, Claudia com enxaqueca... Meu estoque ultra limitado de remédios me fez entrar em desespero: nenhum, eu disse NENHUM analgésico!!! Se eu estivesse com alguma disposição, teria descido e feito gestos para mostrar para a farmacêutica o que realmente significa uma mulher à beira de um ataque de nervos.
Ou, eu poderia colocar mãos à obra e fazer as coisas que eu tinha programado para hoje. Então, vamos!
Montei a estante que vai ficar na entrada de casa. Assim, evita que entremos com os sapatos sujos e molhados. Coloquei o tapete deliciosamente felpudo que vai compor o cantinho...

Limpei a casa. Devo ter demorado uns 40 minutos! No Rio, era o dia inteiro... a euforia durou só até eu me lembrar que nossa mudança ainda vai chegar e, certamente, vou sentir falta do espaço. Mas, isso é história para daqui a uns dias.
Consegui montar a loja online!!!! Ainda não vou divulgar o endereço porque não consegui postar muitos produtos. Mas, ela já está lá... meu espacinho no mundo das compras virtuais. E isso é só o começo!
Hora de pegar Giulia e ir para Spandau. Vamos tirar fotos para o visto. Mas, para conseguirmos isso, tenho que comprar o bilhete do trem e não me perder até chegar ao estúdio fotográfico. A primeira parte foi um sucesso. A segunda, demorou um pouco, já que eu andei pro lado errado. Mas percebi a tempo e conseguimos tirar as fotos.
Mercadinho, casa, jantar e dar o dia por encerrado.
Em tempo: experimentei o Bionade de Limão e Bergamota (Zitrone und Bergamotte) e achei bastante parecido com 7 Up. Por enquanto, é meu favorito!!!
Giulia na escola, Roberto no trabalho, Claudia com enxaqueca... Meu estoque ultra limitado de remédios me fez entrar em desespero: nenhum, eu disse NENHUM analgésico!!! Se eu estivesse com alguma disposição, teria descido e feito gestos para mostrar para a farmacêutica o que realmente significa uma mulher à beira de um ataque de nervos.
Ou, eu poderia colocar mãos à obra e fazer as coisas que eu tinha programado para hoje. Então, vamos!
Montei a estante que vai ficar na entrada de casa. Assim, evita que entremos com os sapatos sujos e molhados. Coloquei o tapete deliciosamente felpudo que vai compor o cantinho...

Limpei a casa. Devo ter demorado uns 40 minutos! No Rio, era o dia inteiro... a euforia durou só até eu me lembrar que nossa mudança ainda vai chegar e, certamente, vou sentir falta do espaço. Mas, isso é história para daqui a uns dias.
Consegui montar a loja online!!!! Ainda não vou divulgar o endereço porque não consegui postar muitos produtos. Mas, ela já está lá... meu espacinho no mundo das compras virtuais. E isso é só o começo!
Hora de pegar Giulia e ir para Spandau. Vamos tirar fotos para o visto. Mas, para conseguirmos isso, tenho que comprar o bilhete do trem e não me perder até chegar ao estúdio fotográfico. A primeira parte foi um sucesso. A segunda, demorou um pouco, já que eu andei pro lado errado. Mas percebi a tempo e conseguimos tirar as fotos.
Mercadinho, casa, jantar e dar o dia por encerrado.
Em tempo: experimentei o Bionade de Limão e Bergamota (Zitrone und Bergamotte) e achei bastante parecido com 7 Up. Por enquanto, é meu favorito!!!
domingo, 24 de janeiro de 2016
Sai a neve, entra a lama...
Hoje, esquentou! Estamos com temperatura acima de zero!
E o resultado foi uma criança triste porque a neve derreteu e caminhos cobertos de lama...
Tivemos mais um dia de IKEA. Comprar coisinhas para enfeitar a casa e continuar a arrumação do quarto da Giulia. Aproveitamos para almoçar por lá.
Mantendo a tradição de aproveitar o final de semana para experimentar coisas novas, resolvi provar um "refrigerante" alemão: Bionade. Existe uma enorme variedade de sabores dessa bebida e eu fui na de Ingwer Orange (gengibre com laranja). AMEI! Nem um pouco doce e bem refrescante. Vou procurar os outros para escolher meu favorito.
A comida do restaurante da IKEA é bem gostosinha, preço honesto. Dá para aproveitar e comer por lá mesmo quando for fazer compras.
Por causa de uma compra grande (camas), recebemos um cartão carregado com créditos para usarmos. Pelo que eu entendi, não dá para usar em qualquer compra, mas rendeu um bom desconto hoje.
Já em casa, partimos para leitura do livro emprestado pela biblioteca da escola. E vamos aumentar vocabulário!
E o resultado foi uma criança triste porque a neve derreteu e caminhos cobertos de lama...
Tivemos mais um dia de IKEA. Comprar coisinhas para enfeitar a casa e continuar a arrumação do quarto da Giulia. Aproveitamos para almoçar por lá.
Mantendo a tradição de aproveitar o final de semana para experimentar coisas novas, resolvi provar um "refrigerante" alemão: Bionade. Existe uma enorme variedade de sabores dessa bebida e eu fui na de Ingwer Orange (gengibre com laranja). AMEI! Nem um pouco doce e bem refrescante. Vou procurar os outros para escolher meu favorito.
A comida do restaurante da IKEA é bem gostosinha, preço honesto. Dá para aproveitar e comer por lá mesmo quando for fazer compras.
Por causa de uma compra grande (camas), recebemos um cartão carregado com créditos para usarmos. Pelo que eu entendi, não dá para usar em qualquer compra, mas rendeu um bom desconto hoje.
Já em casa, partimos para leitura do livro emprestado pela biblioteca da escola. E vamos aumentar vocabulário!
sábado, 23 de janeiro de 2016
Neve!!!
Hoje, nade de sol por aqui... Acordamos com neve, o que, cá entre nós, é sempre um encantamento - especialmente se você tem 9 anos e nunca passou por isso antes.
Então, decisão fácil, vamos para a varanda, congelar um pouco e respirar fundo: está nevando! Vamos tentar pegar floquinhos! Vamos descer para fazer boneco de neve! Vamos fazer qualquer coisa que envolva pisar em montes de neve fofa e branquinha!
Mas, antes, vamos montar os móveis que chegaram ontem... E partimos pro trabalho braçal! Eu e Roberto montamos a escrivaninha do quarto da Giulia (que chegou em ordem, no dia e horário combinados). Ficou ótima!!! O quarto da pequena começando a ficar arrumado e, ao mesmo tempo, a fome chegando...
Trem até Savignyplatz, restaurante bacaninha, comida ótima, pessoas atenciosas... bons momentos!
Aqui, pausa para um comentário: a estação perto de casa é Pichelsberg, uma antes (ou depois) de Olympiastadion. Hoje, teve jogo do Hertha Berlin e uma penca de pessoas estavam indo assistir. Tive que me segurar para não bicar o almoço e descer para torcer pelo time da cidade... em tempo, o jogo acabou empatado e o Hertha está em 3o. lugar na classificação da Bundesliga.
Então, decisão fácil, vamos para a varanda, congelar um pouco e respirar fundo: está nevando! Vamos tentar pegar floquinhos! Vamos descer para fazer boneco de neve! Vamos fazer qualquer coisa que envolva pisar em montes de neve fofa e branquinha!
Mas, antes, vamos montar os móveis que chegaram ontem... E partimos pro trabalho braçal! Eu e Roberto montamos a escrivaninha do quarto da Giulia (que chegou em ordem, no dia e horário combinados). Ficou ótima!!! O quarto da pequena começando a ficar arrumado e, ao mesmo tempo, a fome chegando...
Trem até Savignyplatz, restaurante bacaninha, comida ótima, pessoas atenciosas... bons momentos!
Aqui, pausa para um comentário: a estação perto de casa é Pichelsberg, uma antes (ou depois) de Olympiastadion. Hoje, teve jogo do Hertha Berlin e uma penca de pessoas estavam indo assistir. Tive que me segurar para não bicar o almoço e descer para torcer pelo time da cidade... em tempo, o jogo acabou empatado e o Hertha está em 3o. lugar na classificação da Bundesliga.
Voltamos para casa e mais ferramentas... guarda-roupas do quarto de Giulia.
E a casa começa a perder o aspecto de acampamento...
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
E para hoje?
Hoje o sol apareceu mais cedo. Não foi o suficiente para espantar o frio. Aliás, essa é uma diferença importante. O sol aqui não esquenta como no Rio. Saímos de casa com a modesta temperatura de -6 (sensação térmica -7)
Giulia já começou a reconhecer o caminho entre casa e escola. E já escolheu seus "montinhos de neve favoritos". Aos poucos, vai entrando na rotina. Já percebo que ela está mais solta com os colegas e mais disposta a experimentar coisas diferentes.
Apesar do frio que chega à medula e de não entender nem um décimo do que é falado, estou me sentindo perfeitamente à vontade por aqui. Estou conseguindo preencher meus dias com coisas interessantes, tenho fotografado bastante e comecei a organizar meus arquivos digitais.
Mais tarde, os móveis que compramos na IKEA devem chegar. Não sei como vou me entender com os entregadores. Provavelmente, vou acabar usando a linguagem internacional da mímica e torcer para não usar nenhum gesto ofensivo...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Dia a dia
Morar num país diferente transforma qualquer atividade em aventura.
O fogão elétrico. Devo confessar que assistir todos os programas da Nigella não me preparou para cozinhar no fogão elétrico. Tenho que me acostumar com os macetes, tempo de cozimento, pontos de fervura, sem contar o forno. Nota mental: preciso aprender a apagar a luz do forno sem desligá-lo...
Lavar roupa. As palavras do painel são um desafio a ser vencido. Temperaturas, velocidades, quantidades... um novo mundo se abre à minha frente - e tudo isso graças à máquina de lavar!
Arroz. Comprar arroz. Escolher o tipo. Tentar não fazer besteira. Chegar em casa e ter que ir pro Google Translator porque o conteúdo da embalagem não era o esperado e eu não sei cozinhar arroz de saquinho...
Giulia continua adorando a escola. Hoje, recebemos a carta informando que ela é, oficialmente, aluna da BBS, uma vez que eles avaliaram que o período de adaptação foi um sucesso! E a volta da escola para casa continua com diversão na neve...
A propósito, a comida ficou boa. O arroz de saquinho, apesar de sem graça, ficou soltinho. E a roupa, foi lavada com sucesso!
O fogão elétrico. Devo confessar que assistir todos os programas da Nigella não me preparou para cozinhar no fogão elétrico. Tenho que me acostumar com os macetes, tempo de cozimento, pontos de fervura, sem contar o forno. Nota mental: preciso aprender a apagar a luz do forno sem desligá-lo...
Lavar roupa. As palavras do painel são um desafio a ser vencido. Temperaturas, velocidades, quantidades... um novo mundo se abre à minha frente - e tudo isso graças à máquina de lavar!
Arroz. Comprar arroz. Escolher o tipo. Tentar não fazer besteira. Chegar em casa e ter que ir pro Google Translator porque o conteúdo da embalagem não era o esperado e eu não sei cozinhar arroz de saquinho...
Giulia continua adorando a escola. Hoje, recebemos a carta informando que ela é, oficialmente, aluna da BBS, uma vez que eles avaliaram que o período de adaptação foi um sucesso! E a volta da escola para casa continua com diversão na neve...
A propósito, a comida ficou boa. O arroz de saquinho, apesar de sem graça, ficou soltinho. E a roupa, foi lavada com sucesso!
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Agora, em Berlin!
Chegamos domingo com malas e bagagens. 9 malas ao todo - o que corresponde a, mais ou menos, 5% de tudo o que ainda vai chegar... espero...
O resultado foi um apartamento que beira o caos. Mas, quem liga??? Temos neve! Temos vista! Temos um pinheiro enorme em frente à janela!
O apartamento vai ficar uma graça depois de arrumado. Sexta- feira chegam os armários e a escrivaninha do quarto da Giulia. Dá-lhe IKEA!
Segunda-feira, cozinhei e a vida vai dando sinais de normalidade.
Sinto falta do Rio? Ainda não. Sinto falta dos moradores da minha vila particular, aquela que eu construí ao longo de 33 anos de vida carioca. Sendo assim, vamos começar, tijolo por tijolo, a construir uma boa vizinhança.
Sinto falta da minha facilidade em me comunicar, o que vai acontecer mais cedo ou mais tarde.
Mas me causa estranheza ter morado por mais de 30 anos num dos lugares mais lindos do mundo e não estar sentindo falta de nada, exceto das pessoas amigas.
Será que, finalmente, achei meu canto no mundo?
Ontem foi 3a. feira e Giulia começou a frequentar a escola. Ansiedade nível mega!!! Mas, ela saiu super feliz, animada e percebi que as crianças ficaram felizes por ela ter ido. A professora, uma fofa, disse que acredita que correu tudo bem. Vamos em frente!
À noite, fomos a Spandau comprar uniforme de educação física. Aproveitamos para jantar no shopping Spandau Arcaden. Legalzinho, sem nenhum plus.
Hoje, frio, nublado. Giulia chegou à escola e foi muito bem recebida pelos colegas.
Voltei para casa sem pressa, tirando fotos e fazendo reconhecimento da área. Se me der disposição, IKEA mais tarde. O que temos para agora é começar a trabalhar na loja.
No mais, a família segue espalhada pelo mundo. Rio de Janeiro, California, Rio Grande do Sul e, agora, Berlin.
O resultado foi um apartamento que beira o caos. Mas, quem liga??? Temos neve! Temos vista! Temos um pinheiro enorme em frente à janela!
O apartamento vai ficar uma graça depois de arrumado. Sexta- feira chegam os armários e a escrivaninha do quarto da Giulia. Dá-lhe IKEA!
Segunda-feira, cozinhei e a vida vai dando sinais de normalidade.
Sinto falta do Rio? Ainda não. Sinto falta dos moradores da minha vila particular, aquela que eu construí ao longo de 33 anos de vida carioca. Sendo assim, vamos começar, tijolo por tijolo, a construir uma boa vizinhança.
Sinto falta da minha facilidade em me comunicar, o que vai acontecer mais cedo ou mais tarde.
Mas me causa estranheza ter morado por mais de 30 anos num dos lugares mais lindos do mundo e não estar sentindo falta de nada, exceto das pessoas amigas.
Será que, finalmente, achei meu canto no mundo?
Ontem foi 3a. feira e Giulia começou a frequentar a escola. Ansiedade nível mega!!! Mas, ela saiu super feliz, animada e percebi que as crianças ficaram felizes por ela ter ido. A professora, uma fofa, disse que acredita que correu tudo bem. Vamos em frente!
À noite, fomos a Spandau comprar uniforme de educação física. Aproveitamos para jantar no shopping Spandau Arcaden. Legalzinho, sem nenhum plus.
Hoje, frio, nublado. Giulia chegou à escola e foi muito bem recebida pelos colegas.
Voltei para casa sem pressa, tirando fotos e fazendo reconhecimento da área. Se me der disposição, IKEA mais tarde. O que temos para agora é começar a trabalhar na loja.
No mais, a família segue espalhada pelo mundo. Rio de Janeiro, California, Rio Grande do Sul e, agora, Berlin.
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